Gestão e Vacância
Por: Bruno Neves
Neste segundo capítulo da nossa série, vamos entender por que a vacância em imóveis compactos deve ser encarada de forma diferente e como a gestão profissional é o divisor de águas entre o lucro e o prejuízo.
Diferente de um apartamento de três quartos, onde o inquilino costuma criar raízes por anos, o público dos studios e compactos busca flexibilidade. Estamos falando de executivos em projetos temporários, estudantes de especialização ou nômades digitais.
A rotatividade do chamado turnover é naturalmente maior. O segredo não é tentar evitar que o inquilino saia, mas sim garantir que o próximo entre o mais rápido possível.
A dúvida de muitos investidores é: Eu mesmo cuido ou contrato alguém?. No mercado de compactos, a resposta pende cada vez mais para a gestão profissional. Empresas especializadas utilizam precificação dinâmica, a mesma tecnologia usada por hotéis e companhias aéreas. Se a demanda na região aumenta devido a um show ou congresso, o sistema eleva a diária automaticamente. Se a ocupação cai, o preço se ajusta para atrair novos interessados. Tentar fazer isso manualmente é como lutar contra um algoritmo usando uma calculadora de bolso.
Em um prédio com 100 unidades idênticas, por que o inquilino escolheria a sua? Aqui entra o pilar da atratividade, não é apenas sobre estética, é sobre marcenaria inteligente. Ter um lugar para a mala, uma bancada de trabalho ergonômica e tomadas USB nos lugares certos reduz o tempo de vacância.
O investidor precisa entender que seu imóvel agora é um produto de e-commerce. Fotos profissionais e descrições otimizadas nos portais (Airbnb, Booking.com, etc.) são o que garantem que o imóvel seja clicado antes do vizinho.
A melhor estratégia para combater a vacância hoje é a flexibilidade de contrato. Um imóvel que pode ser alugado tanto por Short Stay (temporada) quanto por Mid Stay (meses) permite que o investidor mude a estratégia de acordo com o momento da economia. Se o turismo cai, você foca em contratos trimestrais para o público corporativo.
Ter o imóvel certo sob a gestão errada é o erro mais comum dos novos investidores. A vacância não é um problema de mercado, mas sim um problema de estratégia e gestão. Quando você profissionaliza a operação, o fluxo de caixa se torna não apenas maior, mas muito mais previsível.

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