O Short Stay entre a Eficiência Paulista e a Rentabilidade Carioca

Por: Bruno Neves


No último ano, o mercado imobiliário brasileiro testemunhou uma consolidação sem precedentes do modelo de locação por curta temporada. Para o investidor que foca em unidades compactas, os populares studios e apartamentos de um dormitório que acomodam até quatro pessoas, a decisão de onde alocar capital tornou-se um exercício de estratégia, buscar a constância do maior mercado da América Latina ou o prêmio de valor do mercado Carioca?

Os dados dos últimos 12 meses revelam que, embora São Paulo e Rio de Janeiro compartilhem o protagonismo, elas operam em frequências financeiras distintas.

A capital paulista se posiciona como o maior ecossistema de short stay do país. Com um impressionante inventário de 8.317 anúncios ativos voltados para este perfil, a cidade gerou uma receita total de R$ 531 milhões no último ano.

O grande trunfo de São Paulo é a sua Taxa de Ocupação de 64%. Esse número, o maior entre as duas capitais, é sustentado por uma demanda híbrida, o turismo de negócios, que preenche as unidades de segunda a quinta, e o turismo de eventos e lazer, que garante o movimento nos fins de semana. Para o investidor em SP, o ativo raramente fica vazio, mas o ganho vem no giro. A diária média de R$ 274,99 reflete um mercado altamente competitivo e sensível a preço, onde a eficiência operacional é a chave para o lucro.

O cenário em solo carioca é o oposto em termos de volume, mas superior em termos de margem. Com apenas 2.884 anúncios ativos para unidades de até 4 pessoas, o Rio de Janeiro sofre de uma escassez de oferta de qualidade frente à sua demanda internacional e doméstica.

O resultado é uma Taxa Média de Diária (ADR) de R$ 430,09, um valor 56% superior ao de São Paulo. Mesmo com uma ocupação ligeiramente menor 62%, o investidor carioca consegue extrair muito mais valor de cada reserva. Enquanto um anúncio em São Paulo rende, em média, R$ 63 mil por ano, no Rio de Janeiro esse valor salta para R$ 89 mil.

Se analisarmos estritamente a Receita por Anúncio Ativo, o Rio de Janeiro rende mais dinheiro para o investidor.

A lógica financeira é clara, com uma receita anual por unidade 40% maior, o investidor no Rio de Janeiro atinge o payback de forma mais acelerada, desde que o custo de aquisição do imóvel não ultrapasse essa proporção de ganho.

Além disso, a operação no Rio é mais enxuta. Para atingir R$ 89 mil de receita em São Paulo, seriam necessários muito mais check-ins, limpezas e custos variáveis de manutenção do que no Rio, onde o ticket médio elevado faz o trabalho pesado.

O desempenho superior do Rio de Janeiro nos últimos 12 meses não é um fenômeno isolado, mas o resultado direto de uma nova geração de empreendimentos desenvolvidos nativamente para o short stay. Enquanto imóveis comuns sofrem com plantas obsoletas e condomínios que restringem a hospitalidade, esses novos ativos nascem com infraestrutura de hotelaria, tecnologia de acesso e design pensado para a máxima ocupação. É neste cenário que a Lobie se torna o diferencial competitivo indispensável, ao unir um produto imobiliário superior a uma gestão profissional de alta performance, a Lobie aplica inteligência de dados e precificação dinâmica para capturar o ágio das diárias cariocas.

 Para o investidor, o Rio de Janeiro deixa de ser apenas um destino turístico para se tornar o porto seguro da rentabilidade, onde a combinação entre o ativo certo e a gestão certa garante um faturamento 40% maior que o mercado paulista, transformando o metro quadrado em um dos investimentos mais eficientes do país.

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