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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Como montar um studio para temporada.

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  Po r: Bruno Neves No mercado de locação de curta temporada, o design de um imóvel compacto não é uma questão de gosto pessoal, mas de desempenho . Em um ambiente de 25m², cada item adicionado é um custo de manutenção potencial, e cada item esquecido é uma nota baixa na avaliação. Para maximizar a rentabilidade, o investidor deve adotar uma mentalidade "essencialista": oferecer o máximo de conforto com o mínimo de fricção operacional. Para que um imóvel compacto seja bem-sucedido, ele precisa resolver os problemas básicos do viajante com excelência. O essencial não é o luxo, mas a funcionalidade impecável . A Ergonomia do Sono: O item mais importante do imóvel é o colchão. No entanto, o segredo da longevidade está no uso de camadas de proteção. Protetores impermeáveis e antialérgicos são obrigatórios para evitar que um único acidente com um hóspede inutilize o ativo. Conectividade e Energia: O hóspede contemporâneo viaja com múltiplos dispositivos. A presença de tomadas US...

O Renascimento do Tijolo Carioca

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  Po r: Bruno Neves O mercado imobiliário do Rio de Janeiro encerrou o ano de 2025 não apenas com números robustos, mas com uma mudança estrutural em sua identidade. Após anos de uma recuperação gradual, a cidade consolidou um ecossistema onde a escassez de terrenos na Zona Sul e a modernização urbanística da Zona Oeste criaram um cenário de valorização seletiva. Para o investidor atento, o relatório deste ano revela que o Rio deixou de ser apenas um mercado de lifestyle para se tornar um porto seguro de investimento e geração de renda passiva. Em 2025, o Rio de Janeiro movimentou aproximadamente R$ 14,5 bilhões em valor de venda, um resultado impulsionado por um ticket médio que subiu para R$ 407.100,00 na média global da cidade. No entanto, essa média esconde abismos que representam as maiores oportunidades. No Leblon, o ticket médio saltou para R$ 3,12 milhões, refletindo uma demanda inelástica por ativos de ultra luxo. O volume de unidades transacionadas atingiu a marca de 48.4...

Como a Lobie Redefine o Investimento em Imóveis Compactos

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  Po r: Bruno Neves O mercado imobiliário brasileiro passou por uma metamorfose drástica na última década. A ascensão da economia compartilhada e a mudança nos hábitos de moradia das novas gerações que priorizam mobilidade e conveniência em vez de posse deram origem aos estúdios ou apartamentos compactos. No entanto, ser proprietário de um imóvel desses e extrair dele o máximo potencial financeiro sempre foi um desafio logístico. É nesse cenário que a Lobie surge não apenas como uma administradora, mas como uma plataforma de gestão inteligente que une tecnologia, hotelaria e Real Estate. Para o proprietário de um imóvel compacto, o modelo tradicional de locação costuma ser binário, ou ele aceita a baixa rentabilidade de um aluguel de longo prazo ou enfrenta a escravidão operacional do aluguel de curta temporada, que exige limpeza constante, atendimento a hóspedes e manutenção frenética. A Lobie atua na desburocratização desse processo. Ao adotar o conceito de hospitalidade prof...

A nova era da malha aérea brasileira

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Po r: Bruno Neves A demanda por voos no Brasil deixou de ser apenas um reflexo da economia e passou a ser um indutor dela. Em 2025, o país rompeu a simbólica marca de 130 milhões de passageiros, um feito que não é apenas numérico, mas qualitativo. O mercado interno, que historicamente dependia do eixo Rio-São Paulo, viu uma explosão na conectividade regional. Hoje, voar de uma capital do Nordeste para o interior do Centro-Oeste sem passar pelo Sudeste não é mais uma exceção, mas uma realidade viabilizada por frotas mais modernas e econômicas. No mercado interno, a estratégia das companhias aéreas amadureceu. A busca por preencher assentos deu lugar à otimização da receita por quilômetro voado. A redução da tarifa média para o patamar de R$ 640 em 2025 foi o catalisador que trouxe novos perfis de consumidores para os aeroportos, democratizando o acesso ao transporte aéreo de forma sustentável. Simultaneamente, o mercado internacional vive um bom momento. A demanda estrangeira pelo Bras...

A evolução da folia

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Po r: Bruno Neves   O Carnaval de rua do Rio de Janeiro em 2026 não é apenas uma festa; é um fenômeno de engenharia social e resiliência cultural. Após anos de ajustes logísticos e debates sobre o uso do espaço público, a folia deste ano entrega o que muitos especialistas chamam de A Era do Equilíbrio. Com uma expectativa de movimentar R$ 5,7 bilhões apenas na capital, o Rio prova que o confete é o combustível de sua economia. Se em anos anteriores o crescimento dos blocos parecia desenfreado, 2026 marca a consolidação de uma gestão mais estratégica. A Riotur autorizou cerca de 465 desfiles , priorizando a infraestrutura em detrimento da quantidade absoluta. A grande novidade deste ano é a institucionalização de circuitos temáticos. O Circuito Preta Gil , no Centro, tornou-se o epicentro dos megablocos, liberando as ruas estreitas da Zona Sul para desfiles menores e mais tradicionais. Essa setorização inteligente permitiu que a cidade respirasse melhor, mesmo com milhões de pesso...

Radiografia do carnaval 2026

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Po r: Bruno Neves   O Carnaval de 2026 marca o ponto mais alto da história do turismo brasileiro. Segundo dados consolidados da CNC e da Braztoa, a festividade não é apenas um evento cultural, mas uma operação financeira que deve injetar mais de 14 bilhões de Reais na economia nacional, um crescimento real de 3,8% acima da inflação em relação a 2025. Este crescimento é impulsionado por um fenômeno duplo, a entrada recorde de turistas estrangeiros, que atingiram a marca histórica de 7,9 bilhões de Dólares em gastos acumulados no Brasil em 2025 e o amadurecimento das agências de viagens, que retomaram 40% do market share de pacotes complexos. O comportamento do turista em 2026 varia drasticamente conforme o destino escolhido. Enquanto o Rio de Janeiro se consolida como a vitrine global, o Nordeste detém o maior ticket médio nacional devido à cultura dos camarotes e abadás. O Rio de Janeiro e Florianópolis são os destinos que mais atraem o capital estrangeiro. No Rio, 35% do público é...

A Renascimento das Agências: Por que o Modelo Consultivo Supera o Algoritmo no Turismo de 2026

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  Po r: Bruno Neves No início da década de 2010, as agências de viagens físicas e as operadoras tradicionais estavam fadadas à extinção, atropeladas pela eficiência implacável das OTAs ( Online Travel Agencies ) como Booking e Airbnb. No entanto, o cenário em 2026 conta uma história radicalmente diferente. O setor não apenas sobreviveu, como se reinventou, registrando faturamentos recordes e recuperando uma fatia de mercado que parecia perdida. A transformação começou na retomada pós-pandemia, mas se consolidou nos últimos 24 meses. O viajante contemporâneo atingiu a chamada fadiga da escolha. Diante de milhares de opções em plataformas digitais, o consumidor percebeu que a curadoria humana economiza o ativo mais precioso da atualidade: o tempo. Dados do Anuário Braztoa 2025 corroboram esta tese. As operadoras de turismo associadas atingiram a marca histórica de 22 bilhões de Reais em faturamento de 2024, um salto de 15% em relação ao ano anterior. Esse crescimento não é apenas in...