A Renascimento das Agências: Por que o Modelo Consultivo Supera o Algoritmo no Turismo de 2026
Por: Bruno Neves
O Rio de Janeiro serve como o principal case de sucesso dessa nova era. Em 2025, a cidade não só bateu recordes de turistas internacionais, com 2,2 milhões de visitantes, como também viu uma mudança drástica na forma como esses turistas consomem a cidade.
Em um destino complexo como o Rio, a agência de viagens atua como um gestor de riscos. O crescimento de 19% no setor de receptivo mostra que o turista prefere pagar um prêmio por transfers certificados e guias especializados do que depender de aplicativos de transporte em áreas desconhecidas.
O levantamento mais recente da Braztoa revela uma divisão estratégica de mercado que explica a resiliência das agências frente às gigantes do Vale do Silício, o faturamento do segmentação de destinos Internacionais superou 16 bilhões de Reais. A complexidade de vistos, conexões aéreas instáveis e a necessidade de assistência 24h devolveram o protagonismo aos agentes de viagens.
O Rio de Janeiro liderou as vendas para os períodos de pico como Réveillon e Carnaval. As agências conseguiram cativar a experiência carioca com exclusividade, acesso a camarotes, hotéis com late check-out e tours privativos, algo que as OTAs, focadas em escala e não em personalização, têm dificuldade em replicar.
As agências estão investindo em IA para antecipar problemas logísticos antes que o cliente perceba, enquanto as OTAs permanecem presas a modelos de suporte baseados em chatbots de baixa resolução. Isso explica por que 48% dos Millennials e da Geração Z agora declaram preferir consultar um especialista para viagens de longa distância ou alto custo.
A batalha entre agências e OTAs nos últimos cinco anos provou que o mercado é suficientemente grande para ambos, mas as margens de lucro e a fidelidade do cliente migraram para onde há atendimento humano.
As operadoras brasileiras, representadas pela Braztoa, provaram que a agência de viagens moderna é, na verdade, uma consultoria de gestão de sonhos. No Rio de Janeiro ou em Dubai, o turista de 2026 aprendeu que o barato de uma reserva automatizada pode sair caro quando o imprevisto acontece. O crescimento das agências é a vitória da confiança sobre o clique.

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