O Renascimento do Tijolo Carioca
Por: Bruno Neves
Em 2025, o Rio de Janeiro movimentou aproximadamente R$ 14,5 bilhões em valor de venda, um resultado impulsionado por um ticket médio que subiu para R$ 407.100,00 na média global da cidade. No entanto, essa média esconde abismos que representam as maiores oportunidades. No Leblon, o ticket médio saltou para R$ 3,12 milhões, refletindo uma demanda inelástica por ativos de ultra luxo.
O volume de unidades transacionadas atingiu a marca de 48.445 unidades. O que chama a atenção não é apenas a quantidade, mas a velocidade de vendas. O estoque na cidade caiu para níveis críticos em bairros como Botafogo e Barra da Tijuca, sinalizando que a demanda está absorvendo os lançamentos mais rápido do que as incorporadoras conseguem aprovar novos projetos.
O mapa de investimentos do Rio em 2025 pode ser dividido em três frentes estratégicas:
A Hegemonia Financeira (Barra da Tijuca): Com 4.125 vendas, a Barra continua sendo o motor financeiro da cidade. O bairro não vende apenas moradia; vende infraestrutura. O ticket médio de R$ 1,73 milhão reflete a consolidação dos condomínios de alto padrão que oferecem segurança e lazer completo, atraindo o capital de famílias de classe alta e investidores de preservação patrimonial.
O Fenômeno da Valorização (Camorim e Porto Maravilha): O Camorim registrou um crescimento de 20% no volume de vendas. Antes visto como uma região periférica à Barra, o bairro tornou-se o destino favorito do investidor que busca ganho de capital na planta. Paralelamente, o Porto Maravilha no bairro do Santo Cristo consolidou-se como o novo polo residencial do Centro, atraindo um público jovem e corporativo que busca proximidade com o trabalho.
O Refúgio Turístico (Copacabana e Ipanema): Copacabana, com 3.463 transações, provou que sua liquidez é imbatível. A valorização de 10% no ano foi puxada pela transformação de edifícios antigos em unidades modernas voltadas para o turismo.
O comportamento do consumidor mudou, e o VGV de 2025 reflete essa metamorfose. Os Studios e apartamentos de 1 dormitório agora representam 21% do mercado total. Este movimento é puramente matemático: o investidor de 2025 entendeu que o valor do metro quadrado para locação em unidades compactas é significativamente superior ao de grandes metragens.
Por outro lado, o segmento de 3 ou mais dormitórios manteve sua relevância em VGV, representando quase metade do valor financeiro lançado. Isso indica que, embora o investidor busque rentabilidade nos compactos, o usuário final de alto poder aquisitivo continua buscando o Rio como sua residência principal, valorizando metragens acima de 120 m².
Talvez a maior métrica de sucesso de 2025 seja a explosão dos prédios voltados exclusivamente para Short Stay. Com a entrada de turistas estrangeiros subindo 52,5%, o Rio de Janeiro viu um descompasso entre a oferta hoteleira e a demanda por hospedagem de qualidade.
Neste cenário, a Lobie consolidou-se como o maior player do mercado, operando na interseção entre tecnologia e gestão de ativos imobiliários. A startup carioca, que já nasceu com a expertise de décadas do setor, revolucionou a forma como o investidor encara o imóvel de renda.
Gestão Ponta a Ponta: Enquanto modelos tradicionais sofriam com vacância e falta de manutenção, a Lobie implementou um modelo de gestão que garante taxas de ocupação médias superiores a 85%.
Parceria com Gigantes: A presença da Lobie em projetos de incorporadoras como Opportunity (Be in Rio) e Calçada (ON Life Flamengo) validou o conceito de multifamily no Rio, onde o prédio já nasce pensado para a locação flexível.
Rentabilidade Superior: Enquanto a locação tradicional rendeu 4,5% a.a., as unidades sob gestão da Lobie em bairros estratégicos alcançaram rendimentos líquidos entre 8% e 13% a.a., podendo chegar a 28% ao ano quando somado o ganho de capital (valorização do imóvel).
O relatório de 2025 nos deixa uma lição clara: o mercado imobiliário do Rio de Janeiro entrou em um ciclo de maturação. Não há mais espaço para amadorismo. O lucro está na escolha da tipologia certa para o bairro certo.
Para o próximo ciclo, a tendência é uma pressão ainda maior nos preços. Com o estoque baixo (apenas 8 meses de oferta disponível) e o custo de construção estabilizado, a tendência é que o VGV de 2026 seja impulsionado não pelo volume de vendas, mas pela valorização nominal dos ativos. O Rio de Janeiro, em 2025, provou ser muito mais que uma Cidade Maravilhosa, provou ser uma cidade de negócios indispensável para qualquer portfólio de respeito.

Comentários
Postar um comentário