2025: O Ano em que redefiniu o mercado de turismo no Rio

Com recorde histórico de estrangeiros e o crescimento dos imóveis "short stay", a Cidade Maravilhosa vive seu melhor momento econômico em décadas.

Por: Bruno Neves 


O Rio de Janeiro não está apenas na moda; ele se tornou o epicentro de uma transformação econômica sem precedentes. Se 2024 foi o ano da recuperação, 2025 será lembrado como o "Ano de Ouro". Segundo dados da Embratur e da SETUR-RJ, o estado fechou o ano com quase 2 milhões de turistas estrangeiros, um salto de 45% que injetou mais de R$ 24 bilhões na economia fluminense.

A Argentina continua sendo o principal país visitante, mas o destaque de 2025 foi o crescimento explosivo de mercados europeus, como Alemanha e Reino Unido, que quase dobraram sua presença. O motivo? Uma agenda de eventos agressiva.

O show histórico da Lady Gaga na Praia de Copacabana, em maio, funcionou como um "segundo Réveillon", atraindo 130 mil visitantes extras e lotando a rede hoteleira em pleno outono.

Se por um lado os hotéis de luxo em Ipanema e Leblon operaram com 90% de ocupação, o verdadeiro fenômeno de 2025 é o mercado imobiliário de curta temporada. O modelo short stay (estadias curtas em estúdios inteligentes) deixou de ser uma tendência para se tornar o investimento número um da capital.

Em bairros como Ipanema, investidores estão alcançando retornos de até 15,5% ao ano, superando qualquer aplicação financeira tradicional. Com a Zona Sul muito ocupada, o mercado de locação por plataformas como Airbnb e Booking explodiu na Barra da Tijuca (+97%) e no Centro, onde prédios históricos foram revitalizados para virar moradias por assinatura.


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