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Por que o Short Stay não performa em todas as cidades?

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Por: Bruno Neves O mercado de short stay deixou de ser uma promessa para se tornar o principal motor do setor imobiliário brasileiro. No entanto, um olhar atento aos dados revela uma realidade geográfica seletiva, enquanto algumas cidades experimentam um boom de novos empreendimentos, outras permanecem em um hiato de desenvolvimento. Abaixo, analisamos os motivos que explicam essa disparidade, baseados nas tendências de mercado e nas barreiras estruturais que impedem a expansão desse modelo para o interior e cidades de pequeno porte. O desenvolvimento do short stay em 2026 está concentrado onde a liquidez e a profissionalização se encontram. Segundo dados recentes, o estado de Santa Catarina e a cidade de São Paulo lideram o ranking de Retorno sobre Investimento. As cidades de Itapema, Balneário Camboriú e Florianópolis alcançaram o padrão ouro do setor. Com rentabilidades que superam 16% ao ano, o sucesso catarinense deve-se a um tripé de infraestrutura turística, segurança jurídica...

O motor de ouro da nova zona portuária do Rio

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Por Bruno Neves O cenário na Praça Mauá mudou. Onde antes se via o concreto cinzento do Elevado da Perimetral, hoje o horizonte é dominado por verdadeiras cidades flutuantes que atracam no Píer Mauá. Na temporada de cruzeiros 2025/2026, o Rio de Janeiro reafirma sua posição como a principal joia da coroa do turismo marítimo na América do Sul, transformando a Zona Portuária em um pulmão financeiro vital para a cidade. Os números impressionam até os economistas mais céticos. Estima-se que, até o fechamento da temporada em abril de 2026, mais de 240 mil turistas terão passado pelo terminal, injetando aproximadamente R$ 193 milhões na economia local. Somente no mês de janeiro, o fluxo de 60 mil visitantes gerou um impacto direto de R$ 48 milhões. O impacto não é apenas macroeconômico, ele é sentido no chão da praça. Cada cruzeirista gasta, em média, R$ 670 por dia em cidades de escala. Esse valor se pulveriza entre o setor de serviços, bares, restaurantes e, fundamentalmente, as atrações c...

O Short Stay entre a Eficiência Paulista e a Rentabilidade Carioca

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Por: Bruno Neves No último ano, o mercado imobiliário brasileiro testemunhou uma consolidação sem precedentes do modelo de locação por curta temporada. Para o investidor que foca em unidades compactas, os populares studios e apartamentos de um dormitório que acomodam até quatro pessoas, a decisão de onde alocar capital tornou-se um exercício de estratégia, buscar a constância do maior mercado da América Latina ou o prêmio de valor do mercado Carioca ? Os dados dos últimos 12 meses revelam que, embora São Paulo e Rio de Janeiro compartilhem o protagonismo, elas operam em frequências financeiras distintas. A capital paulista se posiciona como o maior ecossistema de short stay do país. Com um impressionante inventário de 8.317 anúncios ativos voltados para este perfil, a cidade gerou uma receita total de R$ 531 milhões no último ano. O grande trunfo de São Paulo é a sua Taxa de Ocupação de 64% . Esse número, o maior entre as duas capitais, é sustentado por uma demanda híbrida, o turis...

Como a Lobie alcançou 80,36% de ocupação média no Rio de Janeiro em 2025

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Por Bruno Neves Enquanto o mercado hoteleiro tradicional e o setor de locação por temporada buscam fórmulas para lidar com a volatilidade econômica e a sazonalidade, a Lobie, operadora especializada em gestão inteligente de propriedades, acaba de divulgar um número que balança as expectativas do setor, uma taxa de ocupação média consolidada de 80,36% em suas unidades operacionais no Rio de Janeiro em 2025. O resultado não impressiona apenas pelo valor absoluto, mas pela abrangência geográfica. O índice reflete a performance equilibrada em três eixos estratégicos da capital fluminense: o Centro, a Zona Sul e a Barra da Tijuca. Diferente da hotelaria convencional, que muitas vezes opera com médias oscilando entre 55% e 65%, a Lobie parece ter decifrado o código da ocupação resiliente. O segredo, segundo analistas da marca, reside na tecnologia de precificação dinâmica e em uma visão de portfólio que anula os pontos cegos da sazonalidade. No Rio de Janeiro, uma cidade marcada por picos tu...

Rio, São Paulo e Salvador Redefinem o Turismo Brasileiro em 2026

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Por: Bruno Neves O turismo no Brasil deixou de ser uma questão de sol e praia para se tornar uma complexa engrenagem de consumo de experiência. Em 2026, o comportamento do viajante nas três principais metrópoles do país, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, revela um abismo de motivações e, consequentemente, de gastos. Enquanto o Rio consolida sua imagem de luxo relaxado, São Paulo se firma como a capital do gasto de alto valor e Salvador emerge como o destino de maior eficiência entre custo e cultura. No Rio, o comportamento do turista é marcado pela dualidade. Com um gasto médio diário que flutua entre US$ 125 e US$ 225 , o visitante pratica o que especialistas chamam de High-Low . Ele está disposto a investir pesado em uma hospedagem com vista para o mar em Ipanema, gastando até US$ 110 por diária, mas equilibra o orçamento com o estilo de vida ao ar livre, onde o custo de estar na cidade é baixo. A grande mudança dos últimos anos no Rio foi a Gourmetização da Orla . O antigo quio...